Corinne era uma garota de 15 anos de idade,
que além de ser uma ótima aluna, possuía uma
grande afeição por crianças. Ela era conhecida
em sua cidade por ser uma das melhores babás
e de total confiança. Sempre era contratada por
famílias ricas, que quando saíam para jantares,
reuniões ou festas, entregavam sua casa e
filhos nas mãos dela, que não deixava a desejar:
fazia um trabalho excelente e era adorada por
pais e pelas crianças. Assim era com Erik, o
bebê de 2 anos de uma das famílias ricas com
que trabalhava. Já fazia alguns meses que ela
havia se tornado a babá dele, e seu trabalho era
muito elogiado.
Corinne chegou como de costume: 10 minutos
antes da hora combinada. Deixava tudo pronto
para poder passar a noite com o pequeno,
enquanto seus pais não voltavam. Geralmente,
Erik assistia televisão, brincava com seus cubos
coloridos, tomava um pouco de leite e dormia,
tudo isso antes das 21h, o que deixava o resto
da noite livre para Corinne.
Mas esta noite seria muito diferente.
Eram 19h quando seus pais saíram, e iriam
voltar às 22h. Corinne fechou a porta e as
cortinas da entrada, ao dar a volta, ficou em
silêncio. Erik, que deveria estar dentro de seu
quintal de brincar, não estava. A noite seria
longa se o pequeno estivesse com vontade de
aprontar.
Demorou alguns minutos até encontra-lo, algo
estranho estava acontecendo, disso estava
segura. Erik estava mais inquieto do que o
normal, chorava por qualquer coisa e estava
irritado. Eram quase 21h e Corinne não
conseguia acalmar o menino. Ela resolveu
esquentar um pouco de leite, pois leite morno
costumava dar sono nele. Após mamar, o
pequeno subiu para o quarto, no colo da babá.
Ela ligou o abajur, que refletia figuras nas
paredes. Para ela, era um pouco assustador o
modo como o quarto ficava com aquelas figuras
refletidas nas paredes, nos brinquedos e até
sobre ela, que estava sentada numa poltrona,
balançando e ninando Erik.
Ao ver que o menino dormiu, saiu do quarto em
total silêncio. Quando colocou o pé no primeiro
degrau da escada que levava à sala principal,
escutou um grito do pequeno, e, assustada,
regressou rapidamente ao quarto.
Abriu a porta... Erik estava sentado na cama,
olhando para a porta, ou era isso que parecia.
Seus olhos estavam completamente negros, seu
rosto havia se deformado e seus gritos se
tornavam cada vez mais fortes e altos. Corinne
não sabia se deveria se aproximar ou não, mas
já seria tarde, Erik se aproximou mais rápido.
Esta noite, os pais do menino encontraram a
porta principal aberta. Revistaram a casa
inteira, mas não encontraram nada fora do
comum.
Em seu quarto, dormia tranquilamente Erik,
como se nada tivesse acontecido. Suspirava
enquanto dormia, como fazia todas as noites e
encantava seus pais.
De Corinne, nada mais se soube.
Nem seu corpo foi encontrado.
sábado, 21 de setembro de 2013
Infância amaldiçoada
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