sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mulher De Branco.

Bela da meia-noite

A Mulher da meia-noite é um fantasma do folclore
mundial. Seu mito possui diversas variantes em várias
partes do mundo, mas é na América do Sul que
encontram relatos mais variados.
Versões
A versão que parece ser a mais antiga e bem
documentada é uma novela escrita por Wilkie Collins
em 1859, chamada The Woman in white publicada
como folhetim entre 1859-1860 pela revista All the
year round, na Inglaterra, e pelo Harper's Bazar, nos
Estados Unidos, e pela primeira vez em livro em 1860, é
considerada a primeira novela de mistério e fez muito
sucesso.
No Brasil, a Mulher da meia-noite também recebe
os nomes de Bela da Noite, Mulher de branco (ou de
outras cores, tais como vermelho, preto, de acordo com
as vestes com as quais se apresenta).
Na Venezuela, é chamada de "La Sayona".
No México recebeu o nome de "La Llorona"
Na região andina, existe a figura da "Paquita
Muñoz".

Variações do Mito

Brasil
No Brasil, existem várias versões da morte e da
maneira de "aterrorizar". Confira algumas:
1 - Uma Mulher grávida de 2 filhos, prestes a dar à
luz,logo apos o casamento, foi abandonada pelo
marido. Quando os filhos nasceram, ela os matou e
fugiu de casa. Mais tarde, percebeu o erro que
cometera. Uma das maneiras de destruí-la seria faze-la
ir até aonde estão enterrados os filhos. 2 - Uma bela
jovem que aparece em estradas e pede carona para os
homens. Muito bela e sedutora, tenta seduzi-los e fazê-
los cometer traição. Se ele realmente trair, ela podera
matá-lo; caso contrario, ela apenas irá feri-lo. 3 -
Aparentemente, uma mulher que anda pelo cemitério
madrugada adentro… vagando pelas lacunas e
sepulturas. Ouve-se o choro pelos filhos que ela mesma
estrangulou.

Variantes:

1. Mulher de Branco - bela mulher que, em estradas ou
ruas ermas das cidades, abordava os homens.
2. A Loura do Bonfim, que habitaria o Cemitério do
Bonfim, em Belo Horizonte.
3. A Loira de Caeté, cuja lenda diz ter sofrido um
acidente de carro na perigosa estrada que liga a BR-381
à cidade de Caeté, em Minas Gerais, e morrido,
juntamente com o filho. O fantasma da "loira" vai,
então, à beira da estrada em busca de uma carona que
a leve à cidade para buscar ajuda. Os que não param
seus veículos para socorrê-la, ao olhar pelo retrovisor
no decorrer da viagem, a verão sentada no banco
traseiro, de onde desaparecerá em seguida.
4. A Loira do Banheiro - Seria uma adolescente de
longos cabelos louros, belíssima e namoradeira que
ainda em vida, se escondeu no banheiro masculino (ou
feminino, depende de cada versão da lenda) de sua
escola, para não ser pega namorando (ou fumando em
algumas versões) pelos seus professores ou pela
diretora. Por azar,escorrega no piso molhado do
banheiro, bate a cabeça no chão ou no vaso sanitário e
morre. Desde então, seu espírito passa a assombrar e
seduzir os garotos que ficam sozinhos nos banheiros
das escolas ou aterrorizar as meninas que se arrumam
muito à frente dos espelhos de banheiros escolares. Em
outra versão, ela é violentada e morta pelos garotos da
escola e abandonada no banheiro. Assim como na lenda
da Maria Sangrenta, há versões da lenda que dizem:
para se livrar da Loura(ou Loira) do Banheiro, tem que
puxar os tampões de algodão de suas narinas, fazendo
com que seu fantasma desapareça definitivamente.
5. Maria Degolada - Uma mulher que viveu em Porto
Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Reza a lenda que
ela foi degolada pelo marido infiel logo após a lua de
mel no morro que hoje é conhecido como Morro da
Maria Degolada que hoje se chama Morro da Conceição,
localizado na zona leste de Porto Alegre no Alto do
Bairro Partenon.
6. Mulher de Branco - Morreu no banheiro. A lenda diz
que quem gastar papel higiênico e água como ela
gastou, iria morrer como ela. La diz: se você jogar 3
pedaços de papel na privada e abrir e fechar a torneira
3 vezes, você ira se juntar ao espirito da mulher de
branco e aterrorizar os banheiros do Mundo afora.
México
La Llorona é a mais famosa lenda mexicana. É tão
marcante para os naturais deste país que, mesmo
descendentes de imigrantes vivendo nos Estados Unidos
da América e no Canadá, afirmam ter visto La Llorona
nas margens dos rios.
Existem, como no Brasil, várias versões do mesmo mito,
porém a mais difundida é a que remonta ao século XVI,
quando os moradores da Cidade do México se
refugiavam em suas moradias durante a noite. Isto se
dava, especialmente, com os moradores da antiga
Tenochtitlan, que trancavam suas portas e janelas, e
todas as noites eram acordados pelos prantos de uma
mulher que andava sob o luar, chorando (daí o nome,
que significa " A Chorona"). Este fato teria se repetido
durante muito tempo.
Aqueles que procuraram averiguar a causa do pranto,
durante as noites de lua cheia, disseram que a
claridade lhes permitia ver apenas uma espessa neblina
rente ao solo e aquilo que parecia-se com uma mulher,
vestida de branco com um véu a cobrir o rosto,
percorrendo a cidade em todas as direções - sempre se
detendo na Plaza Mayor, onde ajoelhava-se voltada
para o oriente e, em seguida, levantava-se para
continuar sua ronda. Ao chegar às margens do lago
Texcoco, desaparecia. Poucos homens se arriscaram a
aproximar-se do espectro fantasmagórico - aqueles que
o fizeram sofreram com espantosas revelações, ou
morreram.
Em 1933 este mito, na versão que narra a história de la
Malinche (indígena que serviu de intérprete e foi
amante de Fernando Cortez), foi levado às telas, num
filme mexicano intitulado La Llorona, estrelado por
Virginia Zurí.

Em outras variantes deste mito, diz-se que:

1. A versão original da lenda é de origem mexicali, e
narra que esta misteriosa mulher era a deusa
Cihuacóatl, que vestia-se com roupas da nobreza pré-
colombiana e quando da conquista do
México, gritava:
" Oh, meus filhos! Onde os levarei, para que não
acabe por perdê-los?", e realizava augúrios terríveis.
2. Uma versão diz que A Chorona era a alma de la
Malinche, penando por trair os mexicanos durante a
Conquista do México.
3. Outra relata a tragédia de uma mulher rica e
gananciosa que, enviuvando-se, perdeu a riqueza e, não
suportando a miséria, afogou seus filhos e matou-se,
mas retornou para penar por seus crimes.
4. Seria, por outra, uma jovem apaixonada que morrera
um dia antes de casar-se, e trazia para seu noivo um
buquê de rosas, que nunca chegou entregar.
5. Uma variante relata que seria uma esposa morta na
ausência do marido, a quem voltaria para dar um beijo
de despedida.
6. Diz, ainda outra versão, que esta mulher fora
assassinada pelo marido e aparecia para lamentar sua
morte e protestar sua inocência.
7. Outra variante diz, que ela fora uma princesa inca
que tinha se apaixonado por um soldado espanhol. Eles
viveram um grande romance e tiveram um filho. Para
ele, era um filho bastardo, e casou-se com outra. A
princesa então afogara a criança, e o arrependimento
pelo seu crime a fizera morrer.
8. Já outra versão, baseada da versão venezuelana, diz
que esse seria um espírito de uma mulher que depois
de descobrir as traições do marido teria tido um surto
de loucura e teria afogado seus filhos. Depois de tomar
consciência do que fez, ela teria se matado. E agora,ela vaga pelas
estradas punindo com a morte os homens infiéis.

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